Ao Senhor do Mundo Quântico,
Meu louvor, meu cântico
Ao Deus das Probabilidades,
De todas as realidades
Desde a mais ínfima partícula
Às galáxias e quasares
Da floresta à vinícola
Das eiras aos lagares
Ele é o Alfa e o Ômega
Seja aqui ou em Andrômeda
O Universo inteiro exulta
Ao som de Sua sinfonia
Cada verso revela e oculta
O Seu amor e primazia
De Júpiter, as listras
Os anéis de Saturno
Em todo canto vemos pistas
Basta olhar o céu noturno
E até mesmo em Marte
Podemos ver Sua arte
Do asteróide aos cometas
Da lua cheia aos planetas
Bem-aventurado é quem O enxerga
Por trás de todo véu
E deseja ver Sua vontade
Assim na terra, como no céu.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Senhor do Mundo Quântico
Feliz Mundo Novo!
A palavra "cosmos", traduzida em nossas bíblias como "mundo", significa originalmente "ordem", sendo o antônimo de "caos", ou "desordem".
As Escrituras afirmam que a presente ordem jaz no Maligno. Na Cruz, o Velho Mundo recebeu o golpe fatal. O último suspiro de Cristo foi o último suspiro da velha ordem iniciada em Adão. Por isso Paulo podia declarar convictamente que o mundo fora crucificado. Ele agora é um cadáver em decomposição. Já morreu, mas ainda mantém a aparência de que vive. Mas a aparência deste mundo passa. Não há pulsação, nem reflexo, apenas aparência.
A Cruz não foi apenas um lugar de morte. Foi também um lugar de Concepção. De acordo com Paulo, céu e terra convergiram em Cristo, e na Cruz contraíram núpcias. E o fruto desta união é a concepção de um novo mundo, isto é, de uma nova ordem, contrapondo-se à velha ordem danificada pelo pecado, e ao caos original.
O Novo Mundo é uma criança recém-concebida, ainda em estado embrionário, mas prestes a nascer. Já fora concebido, mas ainda não nasceu. Está sendo gerado no útero da nova humanidade, a quem as Escrituras chama de ekklesia (igreja).
A Igreja ( com "I" maiúsculo) é o útero, enquanto que a "igreja instituição" é a placenta. A hora do parto se avizinha. E quanto mais próxima, mais fortes são as contrações, as tais dores de parto a que se referem Jesus e Paulo. Terremotos, tsunamis, furacões, e outros catlamismos são contrações de uma criação em estado avançado de gravidez. Aumenta-se a intensidade das contrações, e diminui-se o intervalo entre elas. Em breve a bolsa vai se romper, o líquido amniótico será derramado, e um novo cosmos emergirá.
Então, em vez de dizermos "Adeus ano velho, feliz ano novo", diremos: "Adeus mundo velho, e feliz mundo novo!".
A Plenitude dos Tempos
“Havendo Deus outrora falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes ÚLTIMOS DIAS pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez o mundo.” Hebreus 1:1-2.
Todo dia tem o seu fim. Assim como foram os primeiros seis dias da criação, o sétimo dia teria que chegar ao fim. Mas para isso, teria que ser completado. Deus não poderia adiantar os ponteiros de Seu relógio profético. O que Ele mesmo determinara teria que se suceder, mas na hora certa.
É à meia-noite que o dia termina para dar lugar a outro. É na décima segunda badalada do relógio que o dia encontra sua plenitude. Os sessenta segundos finais que antecedem a meia-noite são o minuto final. Não há como mudar isso.
É também à meia-noite que as trevas alcançam o seu apogeu.
Do crepúsculo até a meia-noite, a escuridão vai se tornando cada vez mais espessa. Mas a partir da meia-noite, a tendência se reverte, e gradativamente começa a clarear.
Jesus veio ao mundo quando as trevas atingiam o seu ápice. Nas palavras de Zacarias, pai de João Batista, era por causa da entranhável misericórdia de Deus que “o sol nascente das alturas” visitara o mundo, “para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte” (Lc.1:78-79). Isaías também profetizou acerca disso:
“As trevas cobrem a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor vem surgindo, e a sua glória se vê sobre ti.” Isaías 60:2.
Em outra passagem, o mesmo profeta afirma que “o povo que andava em trevas, viu uma grande luz; sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz” (9:2).
Paulo relata aos Gálatas que “vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (4:4).
A plenitude dos tempos começa com o nascimento de Jesus Cristo, alcança seu ápice com a Cruz e a Ressurreição, e termina com a Queda de Jerusalém, abarcando um espaço de aproximadamente 70 anos.
Aqueles eram os minutos finais daquele aión.
A primeira mensagem pregada por Jesus, registrada por Marcos, foi: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc.1:15). Dizer que o tempo estava cumprido era o mesmo que dizer que aquele aión havia alcançado a sua plenitude.
Jesus veio cumprir a 70a. Semana profetizada por Daniel. Na cruz, Ele não só trouxe a Justiça Eterna, como também expiou a iniquidade, e fez cessar os sacrifícios levíticos! - Está consumado! Bradou Jesus do alto do Gólgota. Terminava ali o sétimo dia, em cujo crepúsculo a comunhão entre Deus e o homem havia se rompido. Começava , então, um novo Sabath, um novo descanso para o povo de Deus.
O novo Sabath já não seria o sétimo dia, mas o primeiro Dia, agora conhecido como o Dia do Senhor. É neste Dia que estamos desde a Cruz. Por isso, o Autor Sagrado não hesita em afirmar que “nós, os que temos crido, entramos no descanso (sabath)” (Hb.4:3a). Nesta passagem, o santo escritor diz que, por causa da desobediência do homem, Deus “determina outra vez certo dia” , que é “Hoje”. E ele conclui dizendo que “se Josué lhes houvesse dado Sabath, não teria falado depois disso de OUTRO DIA. Portanto, resta ainda um Sabath para o povo de Deus” (Hb.4:7a,8-9). Esse novo Sabath é Hoje! E que Hoje é este? Aquele inaugurado na Cruz. Aquele mesmo no qual Jesus garantiu ao ladrão arrependido que ele estaria no paraíso.
Estamos vivendo o Dia do Senhor! Entramos em Seu Descanso, em Seu Sabath. Paulo diz que o mandamento acerca da guarda do sábado era apenas uma sombra do verdadeiro Sabath que estava por vir. Cristo é o nosso Sabath (Col.2:16-17).
Foi Jesus quem nos franqueou o acesso a esse Sabath. É d’Ele o convite: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomais sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso (Sabath) para as vossas almas” (Mt.11:29-30). Em Cristo, chegamos ao Novo Dia, ao Sabath Eterno.
A Era das Trevas chegou ao fim. A Cruz inaugurou o novo tempo. Ainda que não seja perceptível aos homens carnais, o Dia já começou a clarear.
Mas não vivemos por vista. Vivemos por fé. Não importa o que nossos sentidos nos digam. A verdade é que as trevas estão passando, e já brilha a verdadeira luz (1 Jo.2:8).
Amar é...
...sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto , você não deve entregá-lo á ninguém , nem mesmo a um animal. Envolva o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro , sem movimento , sem ar - ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar se indestrutível, impenetrável , irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e pertubações do amor é o inferno.
C.S Lewis, autor de "Crônicas de Nárnia", em "Os quatro amores" [via "Tomei a pílula vermelha]